10/05/2017 às 01:32:50 - Atualizado em 10/05/2017 ás 01:32:50 Imprimir

Morango é uma delícia e dá um charme especial em muitas sobremesas. A melhor época para colheita da fruta é entre os meses de agosto e dezembro. O sistema semi-hidropônico, no entanto, permite ampliar o período de produção.

As mudas são cultivadas em estufas e plantadas em sacos plásticos específicos, conhecidos como bags ou slabs. Em cada saco cabem cerca de 14 pés. Outra diferença em relação ao plantio tradicional é que as plantas ficam suspensas em cavaletes.

No sítio de Tieko Sasada e Yoshiteru Sasada, em Piedade (SP), a produção de morango nesse sistema começou há 5 anos e o casal só vê vantagens no cultivo.

Os produtores destacam a facilidade na colheita, já que não precisam ficar abaixando para pegar as frutas. Outro ponto favorável é a diminuição das pragas e doenças. As variedades plantadas são monterrey e albion.

Na época da implantação, Yoshiteru diz que estudou bastante sobre semi-hidroponia e que até viajou para conhecer cultivos semelhantes. Hoje, ele tem 15 mil pés plantados e pretende cultivar mais 4 mil.

O agrônomo Bruno Matsuo informa que, nesse sistema, o agricultor consegue uma economia de 40% de água e defensivos, mas que é preciso cuidado para ajustar o manejo.

José Duaceck plantava morango de forma convencional e, na entressafra, tinha que lidar com hortaliças para garantir a renda da família. Há alguns anos, ele investiu no sistema semi-hidropônico e hoje pode se dedicar exclusivamente ao morango.

Ele conta que a implantação do sistema tem custo alto, cerca de R$ 15 mil por estufa, mas que a manutenção é bem mais barata e o retorno do investimento é rápido.

Os 32 mil pés do local produzem nos meses quentes cerca de 100 caixas de morango por dia. Já nos meses frios, a produção é de cerca de 60 caixas por dia. E, nesse caso, a grande vantagem é o preço na época de entressafra.

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